Histórico

- 04/09/2005 a 10/09/2005
- 14/08/2005 a 20/08/2005

Perfis

Maria Regina Momesso de Oliveira

- Doutora em Lingüística pela UNESP, Araraquara,SP.

- Pesquisadora em Análise do Discurso junto ao GEADA (Grupo de Estudos em Análise do Discurso de Araraquara) ligado a pós-graduação da UNESP,Araraquara, SP.

- Professora universitária da USC (Universidade do Sagrado Coração) dos Cursos de Comunicação em Bauru,SP. Ministra as disciplinas de Língua Portuguesa Redação e Expressão Oral I e II, Semiótica e Redação em Relações Públicas I, II e III.

- Professora do ensino médio do Colégio Técnico Industrial (UNESP) em Bauru,SP e da Fundação Raul Bauab de Jaú, SP das disciplinas de Língua Portuguesa, Literatura e Redação.

Últimos Trabalhos Públicados

OLIVEIRA, Maria Regina Momesso. Weblogs: a exposição de subjetividades adolescentes. In: Foucault e os domínios da linguagem: discurso poder, subjetividade. (Orgs) Vanice Sargentini, Pedro Navarro Barbosa. São Carlos: Claraluz, 2004

OLIVEIRA, Maria Regina Momesso. A criança leitora entre o impresso e o digital. In: Leitura e literatura infanto-juvenil: memória de Gramado. (Org) João Luís C. T. Ceccantini. São Paulo: Cultura Acadêmica; Assis, SP. 2004

OLIVEIRA, Maria Regina Momesso. A linguagem visual. In: Leitura e literatura infantil: questão do ser, do fazer e do sentir. (Org) Hilda Lontra. Brasília, DF: FINATEC - Oficina Editorial do Instituto de Letras da UnB, 2000

Orientação Produção Tecnológica

Orientação e Coordenação da Produção do Site www.rponline-bauru.com.br Realizado na USC para a disciplina de Redação em Relações Públicas II.

Site ganhou 1o. lugar - Categoria Relações Públicas - RP03 - Newsletter Digital na 10a. EXPOCOM - Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação, realizada no período de 3 a 5 de setembro/ 2003 no Congresso da INTERCOM, no campus da PUC, Belo Horizonte, MG. Concorreu com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Santa Maria.

Orientação de Pesquisa PIBIC (em andamento)

Orientação Projeto de Iniciação Científica.
Aprovado pelo PIBIC/CNPQ em Agosto/2003.
Orientada: Milena Carvalho do Amaral Delcin. Curso Publicidade e Propaganda
Título do Projeto: A redação publicitária na internet. Bolsa CNPQ

Contato e-mail reginamomesso@uol.com.br

Silas Franco dos Reis Alves

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CAROS ALUNOS

Ao navegar pela internet encontrei no site da revista Bons Fluídos (http://bonsfluidos.abril.com.br/), logo no alto - segundo quadro do site, encontra-se Apenas Respire. Lá vocês vão encontrar dicas de como respirar para se acalmar. Se ao acessar a página vocês não encontrarem esta frase, aguardem as mudanças no quadro.

 

Acredito que as dicas podem ajudá-los a se prepararem para a comunicação oral que farão na próxima aula.

 

Boa respiração!!! 

Escrito por Communis às 19h24
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AUTO-RETRATO AOS 56 ANOS

 

Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas.
Casado duas vezes, tem sete filhos.
Altura 1,75.
Sapato n.º 41.
Colarinho n.º 39.
Prefere não andar.
Não gosta de vizinhos.
Detesta rádio, telefone e campainhas.
Tem horror às pessoas que falam alto.
Usa óculos. Meio calvo.
Não tem preferência por nenhuma comida.
Não gosta de frutas nem de doces.
Indiferente à música.
Sua leitura predileta: a Bíblia.
Escreveu "Caetés" com 34 anos de idade.
Não dá preferência a nenhum dos seus livros publicados.
Gosta de beber aguardente.

É ateu. Indiferente à Academia.
Odeia a burguesia. Adora crianças.
Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.
Gosta de palavrões escritos e falados.
Deseja a morte do capitalismo.
Escreveu seus livros pela manhã.
Fuma cigarros "Selma" (três maços por dia).
É inspetor de ensino, trabalha no "Correio do Manhã".
Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo.
Só tem cinco ternos de roupa, estragados.
Refaz seus romances várias vezes.
Esteve preso duas vezes.
É-Ihe indiferente estar preso ou solto.
Escreve à mão.
Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio.
Tem poucas dívidas.
Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas.
Espera morrer com 57 anos.

Escrito por Communis às 16h10
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BORGES E EU

O outro, o que chamam Borges, é aquele a quem as coisas acontecem. 
Caminho pelas ruas de Buenos Aires e paro por um momento, 
talvez algo mecânico, para olhar para o arco de corredor 
e para a ferraria elaborada no portal; 
sei de Borges pela correspondência, 
vejo seu nome numa lista de professores ou num dicionário biográfico. 
Gosto de relógios de areia, mapas, tipografia do século dezoito, 
o gosto do café e a prosa de Stevenson; 
ele compartilha dessas preferências, 
mas de um jeito vaidoso que as transforma em atributos de um ator. 
Seria um exagero dizer que o nosso relacionamento é hostil; 
eu vivo, me permito continuar vivendo, 
de forma que Borges possa produzir sua literatura, e sua literatura me justifica.
Não é nenhum esforço para mim confessar 
que ele tenha atingido algumas páginas de valor, 
mas estas páginas não poderiam me salvar, 
talvez porque o que é bom não pertença a ninguém, nem mesmo a ele, 
mais provavelmente à língua e à tradição. 
Além disso, meu destino é perecer, definitivamente, e somente algum instante de mim pode sobreviver nele. Pouco a pouco, dou tudo a ele, apesar de totalmente consciente de seu costume perverso de falsificar e aumentar as coisas. Spinoza sabia que todas as coisas anseiam persistir sendo o que são; a pedra quer eternamente ser uma pedra e o tigre um tigre. Permanecerei em Borges, não em mim mesmo (se é verdade que sou alguém), mas reconheço menos de mim em seus próprios livros do que em outros muitos ou no hábil dedilhar de um violão. Anos atrás tentei me libertar dele e fui das mitologias aos subúrbios aos jogos como se dispusesse tempo infinito, mas estes jogos agora pertencem a Borges e eu tudo perco. E tudo pertence ao esquecimento, ou a ele. 

Não sei qual de nós escreveu esta página.

Jorge Luís Borges

Escrito por Communis às 16h07
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AUTO RETRATO

Se me contemplo,
tantas me vejo,
que não entendo
quem sou, no tempo
do pensamento.

Vou desprendendo
elos que tenho,
alças, enredos...

Formas, desenho
que tive, e esqueço!
Falas, desejo
e movimento
— a que tremendo,
vago segredo
ides, sem medo?!

Sombras conheço:
não lhes ordeno.
Como precedo
meu sonho inteiro,
e após me perco,
sem mais governo?!

Nem me lamento
nem esmoreço:
no meu silêncio
há esforço e gênio
e suave exemplo
de mais silêncio.

Não permaneço.
Cada momento
é meu e alheio.
Meu sangue deixo,
breve e surpreso,
em cada veio
semeado e isento.

Meu campo, afeito
à mão do vento,
é alto e sereno:
Amor. Desprezo.

Assim compreendo
o meu perfeito
acabamento.

Múltipla, venço
este tormento
do mundo eterno
que em mim carrego:
e, una, contemplo
o jogo inquieto
em que padeço.

E recupero
o meu alento
e assim vou sendo.

Ah, como dentro
de um prisioneiro
há espaço e jeito
para esse apego
a um deus supremo,
e o acerbo intento
do seu concerto
com a morte, o erro...

( voltas do tempo
— sabido e aceito —
do seu desterro...)

Cecília Meireles

Escrito por Communis às 16h05
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AUTO RETRATO FALADO

Manoel de Barros


Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.

Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.

Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,

      aves, pessoas humildes, árvores e rios.

Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

      entre pedras e lagartos.

Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto

      meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou

      abençoado a garças.

Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que

      fui salvo.

Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.

Os bois me recriam.

Agora eu sou tão ocaso!

Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço

      coisas inúteis.

No meu morrer tem uma dor de árvore.

 

Escrito por Communis às 16h03
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ALGUNS AUTO RETRATOS

A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar meia pessoa de cada vez.

 

Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade voltava igualmente com o mesmo perfil.

E os meios perfis não coincidiam.

 

Arrebentaram a porta.

Derrubaram a porta.

Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade

esplendia seus fogos.

Era dividida em metades diferentes uma da outra.

 

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho,

sua ilusão, sua miopia.

                                        Carlos Drummond de Andrade

                         

 

Escrito por Communis às 16h00
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ALGUNS AUTO-RETRATOS

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
¿ dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

 

Escrito por Communis às 15h45
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LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

A primeira aula constitui-se de uma reflexão sobre a linguagem e a comunicação. Partiu-se da concepção de linguagem, depois de comunicação, os elementos da comunicação, suas funções. Depois, chegou-se a conclusão de que a comunicação é um processo complexo que envolve vários fatores. Dessa forma estudou-se o processo de comunicação, até percebermos que muitas das dificuldades encontradas pelas pessoas na comunicação se dá pelas barreiras que são tanto internas quanto externas.

 Logo, viu-se que há três aspectos essenciais ao processo de comunicação: habilidades técnicas, sistema e atitudes. Se faltar um deles todo o resto estará comprometido. Tais aspectos estão ligados a maneira como se reage aos estímulos, ou seja, a forma como pensamos e depois nos expressamos. Dessa forma, é necessário conhecer-se e dominar-se. Como diziam os gregos: Conhece-te e domina-te a si mesmo, para depois dominar a cidade.

Duas atividades foram sugeridas: a primeira delas encontra-se ao lado no link aula 1 e a segunda foi a preparação de discurso para cada um se apresentar ao grupo. 

Então, espero todos nesta segunda-feira! Bom final de semana a todos. 

Escrito por Communis às 15h27
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SEJAM BEM-VINDOS

"Se eu estivesse para perder todas as minhas habilidades, por conta de algum inexplicável destino, e tivesse de escolher apenas uma delas para manter, eu não hesitaria em escolher o poder da fala, pois através dele rapidamente recuperaria todo o resto."

                                                                                                                             Daniel Webster 

Escrito por Communis às 13h34
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